A DEPRESSÃO EM ADOLESCENTES

 28 de setembro de 2017  /  11:43:34 / UJOCAP  
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A adolescência é uma fase  complicada, de muitas descobertas, transformações hormonais, transições e conflitos internos. Portanto, é comum que o adolescente apresente algumas mudanças comportamentais características da idade. No entanto, essa fase também é um momento da vida vulnerável à depressão e, justamente pelas crises normais da adolescência, o diagnóstico pode ser um pouco complicado.

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Os dados são muito preocupantes e refletem o alcance desta doença. Quem sofre com esta condição sabe o quanto é doloroso e incapacitante, mas o sofrimento não é exclusivo de quem tem depressão, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que sofrem por ver um ente querido doente e muitas vezes também sofrem por não saber como lidar com a doença.

Segundo dados da OMS, a depressão é resultado de uma combinação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos. É um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, entre os sintomas, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento familiar e médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

Com tantas transformações no corpo de forma artificial, surgimentos de novas responsabilidades e dúvidas sobre o futuro, é normal que o adolescente tenha mudanças repentinas de humor e se sinta mais irritado, desanimado, confuso e incompreendido diante da sociedade. O problema começa quando esses comportamentos duram mais que duas semanas e impedem que o adolescente vá à aula, saia com os amigos e realize suas atividades normalmente, o que já pode significar um quadro de depressão ou ansiedade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde ( OMS ), 13% dos adolescentes sofrem com depressão.      A depressão, quando não tratada, se torna cada vez mais grave e mais intensa, conduzindo a diversos casos de suicídio, sendo uma das maiores causas de morte entre jovens. O suicídio é a consequência mais grave da doença, mas não é a única, pois ela afeta múltiplas funções e causa danos psicossociais significativos.

Vários fatores sociais levam uma pessoa a desenvolver a depressão, entre elas, a separação ou divórcio, a morte de alguém na família ou amigos, maus-tratos, abuso sexual, doenças, bullying e a  disputa acirrada pelo status quo, onde a posição na sociedade e a sua influência perante o grupo a qual pertence a leva ao estresse que combinado com a cobrança  a impulsiona ao início de uma depressão por não alcançar o objetivo  proposto pelo meio a que está inserida  socialmente.

Falarei especificamente no  caso dos adolescentes, onde a taxa de depressão em meninas é bem maior do que a dos meninos, devido às mesmas enfrentarem assédio, abuso sexual e maus-tratos físicos ou emocionais principalmente na família desestruturada. Segundo a terapeuta Sharon Hers, quando uma pessoa está em um ambiente conturbado, seja ele familiar ou social, o resultado quase sempre é desespero e confusão.

Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acessou dados de 176.245 adolescentes de 12 a 17 anos e de 180.459 adultos com 18 a 25 anos — isso no período entre 2005 e 2014. E o resultado foi preocupante: analisando as respostas de questionários ligados ao bem-estar psíquico, a taxa de jovens que reportaram ter sofrido algum episódio de depressão subiu 37%. O pior é que uma a cada seis meninas alegou manifestar o quadro no último ano.

No Brasil o panorama não é diferente, pois segundo Miguel Boarati, coordenador do Ambulatório de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas, em São Paulo, “o mesmo afirma que tem notado uma busca acentuada de adolescentes por tratamentos em saúde mental”, afirma o especialista. “

Para Boarati, o cyberbullying- (Cyberbullying: um tipo de violência praticada contra alguém através da internet ou de outras tecnologias relacionadas). pode ser apontada como alguns dos vilões, já que muitos jovens passam a maior parte de seu tempo na internet. . Mas por que as garotas estariam sendo mais afetadas? Questões hormonais e culturais podem estar envolvidas. Inclusive, o próprio padrão de beleza atual e as exigências por trás dele — que certamente são mais fortes no sexo feminino — teriam um papel importante nesse sentido levando-as um grau de anorexia quase irreversível.

Tanto na prevenção quanto no tratamento da depressão em adolescentes, a família tem um papel fundamental. No artigo Estrutura e suporte familiar como fatores de risco na depressão de adolescentes, os pesquisadores Makilim Nunes Baptist, Adriana Said Daher Baptista e Rosana Righetto Dias lembram que “há amplas evidências de que problemas relacionados à estrutura e suporte familiar estão relacionados a desordens psiquiátricas infantis, especificamente aos transtornos de humor”.

A Família é fundamental na estabilidade emocional dos adolescentes, pois se ela estiver bem estruturada oferecerá suporte aos filhos e com isto, conseguirão atenuar os efeitos de eventos estressantes, que podem desencadear quadros depressivos . Isso acontece porque a família influencia diretamente a forma pela qual o adolescente se auto avalia e processa as informações que recebe. E, nesse aspecto, as famílias intactas – ou seja, aquelas formadas por pais não separados e morando em um mesmo local – parecem passar mais estabilidade e afeto aos filhos, não que existam exceções.

Deus quer lhe libertar da depressão. É natural passar por tempos de tristeza, mas Deus pode restaurar sua alegria. A depressão não é o fim. I Pedro 5.6,7 ; Mateus 11.28 .

Texto: Pastor Edmilson Carvalho

Pr Edmilson Carvalho

Pr Edmilson Carvalho

 

 

 

 

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